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Bon Jovi, pré adolescência e Elvis Costello

Se tem gente que diz que você é o que você come, eu parafraseio e afirmo, empiricamente: você é o que você escuta. Embarcando nessa linguagem web 2.0, que já é velha, às vezes eu penso em fazer uma nuvem de tags no formato do meu corpo, contendo tudo o que eu escuto. Óbvio que vai aparecer Belle and Sebastian numa maior proporção, junto de outras bandas que são bastante importantes na minha vida. Mas vai aparecer um Bon Jovi bem pequeninho, ali na parte posterior do meu joelho esquerdo, porque não posso negar que ouvia Jon & cia desenfreadamente na minha pré-adolescência.

Falo especificamente do Bon Jovi porque ele passou por São Paulo essa semana. Vendo o frisson que minhas amigas fizeram na timeline do meu Twitter, resolvi escolher algumas musiquinhas da banda pra ouvir e me lembrar daquela época da minha vida.

E eis que me deparo com esta:

     

Me lembro que foi a primeira música que me fez pensar em amor. Claro, eu era uma menina de 12 anos, assistia TV, lia Carícia, Capricho, Querida, era o primeiro contato com o lance de sofrer por amor. Eu ansiava por isso, morrer de amor me parecia a coisa mais linda do mundo. Até então, considerava Jon Bon Jovi o homem mais perfeito do mundo e essa música, esse hino meloso, a lovesong mais linda do mundo.

Como toda boa fã adolescente, garimpava material do meu ídolo nas bancas de revista pra engordar minha pastinha com fotos e matérias do Bon Jovi (aliás, na época da faculdade, eu repassei essa pastinha pra Fer Storto ou pra Fer Dante? Não me lembro…). Foi numa dessas que eu descobri a revista Showbizz (que era a antiga Bizz, que saiu de circulação e que voltou como Bizz depois de alguns anos).

Não demorou muito pra revista moldar boa parte do meu gosto musical como ele é hoje. Inclusive em pouco menos de três meses, eu já estava chutando o Bon Jovi pra escanteio e colocando Foo Fighters no lugar (ah, as efemeridades adolescentes, rs).

Daí o tempo passou, parei de ler a revista e ao final das contas, acabei descobrindo o que era ficar mal por causa de relacionamentos (não necessariamente por amor). Descobri também que dá pra ficar sofrendo (por mais horrível que isso possa soar) de forma mais elegante.

Aos corações partidos, eu ofereço um trago de tristeza e conformismo elegante:

  

Especificamente hoje, vou evitar Elvis Costello e ouvir mais Bon Jovi. Mas só por hoje. My aim is true.

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i wanted to control it…

i wanted to control it…

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Aquela vontade de me afogar em lábios, porque foi pra isso que nasci: pra me derreter toda vez que me beijam.
Mas não em qualquer lábio. Somente são merecedores do meu derretimento aqueles que me envolvem por completo, questão de olhar, pele, química, abraço, conversa… tamanha sintonia é para poucos.
Também tem aquela vontade de me apaixonar. De sentir tudo novo de novo, das borboletas no estômago, a palpitação na espera de que liguem logo no meu celular. Mãos dadas (porque sem dar as mãos não tem graça), clima ameno. Um olhar. Um risinho. Certamente, o olhar de um peixe morto deve ser uma das coisas mais empolgantes do mundo. 
E aí a pessoa deixa sua marca por aqui, o que é muito bom. Troca é algo importante e pouca gente sabe disso.
Eu sei, sempre digo pra minhas amigas que isso é ilusão, que não acontece, mas sim, eu acredito nesse tipo de coisa. O tempo todo. No fim, é sempre conversa jogada fora em mesas de cafeterias. Porque se eu não acreditar, então pouca coisa terá valido a pena. Se não, terei me sentido vazia a vida toda. Logo, mesmo que eu quebre a cara e que isso canse, terá valido a pena por algum motivo. 
Então, senhor próximo, tenho pensado em você, viu? Leve o tempo que levar, vai valer a pena. 

Aquela vontade de me afogar em lábios, porque foi pra isso que nasci: pra me derreter toda vez que me beijam.

Mas não em qualquer lábio. Somente são merecedores do meu derretimento aqueles que me envolvem por completo, questão de olhar, pele, química, abraço, conversa… tamanha sintonia é para poucos.

Também tem aquela vontade de me apaixonar. De sentir tudo novo de novo, das borboletas no estômago, a palpitação na espera de que liguem logo no meu celular. Mãos dadas (porque sem dar as mãos não tem graça), clima ameno. Um olhar. Um risinho. Certamente, o olhar de um peixe morto deve ser uma das coisas mais empolgantes do mundo. 

E aí a pessoa deixa sua marca por aqui, o que é muito bom. Troca é algo importante e pouca gente sabe disso.

Eu sei, sempre digo pra minhas amigas que isso é ilusão, que não acontece, mas sim, eu acredito nesse tipo de coisa. O tempo todo. No fim, é sempre conversa jogada fora em mesas de cafeterias. Porque se eu não acreditar, então pouca coisa terá valido a pena. Se não, terei me sentido vazia a vida toda. Logo, mesmo que eu quebre a cara e que isso canse, terá valido a pena por algum motivo. 

Então, senhor próximo, tenho pensado em você, viu? Leve o tempo que levar, vai valer a pena. 

(via fuckyeahkissing)

#me   #Thoughts  
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Era um doce que sempre existiu e que eu sempre vi na vitrine. Bem confeitado, atraente. Um dia me pareceu mais apetitoso do que nunca e eu quis um pedaço. E foi preciso somente um pedacinho pra descobrir que o doce era realmente bom. Depois, mais um pedacinho e outro e outro. Não me lambuzei, não, afinal tenho modos. O doce acabou e me falaram que nunca mais haveria outro igual.
À parte da chateação, é possível esquecer sabores, sim. A tempo de ter uma congestão.

Era um doce que sempre existiu e que eu sempre vi na vitrine. Bem confeitado, atraente. Um dia me pareceu mais apetitoso do que nunca e eu quis um pedaço. E foi preciso somente um pedacinho pra descobrir que o doce era realmente bom. Depois, mais um pedacinho e outro e outro. Não me lambuzei, não, afinal tenho modos. O doce acabou e me falaram que nunca mais haveria outro igual.

À parte da chateação, é possível esquecer sabores, sim. A tempo de ter uma congestão.

#me  
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Chucked again!

Eu havia comentado ontem que queria comprar um All Star novo, afinal desde que eles voltaram, não consegui ficar muito tempo sem um.

E ontem mesmo, antes de levar o bolo da Jô, resolvi fazer hora no Center 3 para esperá-la e vi que uma loja de calçados estava em queima de estoque. Resolvi entrar lá pra ver se encontrava alguma coisa.

Depois de ver alguns modelos cheios de frescuras, perguntei pro vendedor se não havia nada mais simples, de lona mesmo (All Star que é All Star é feito de lona, no máximo de couro), e ele me voltou com um par de Chuck Taylors verde (minha cor preferida), de cano alto, iguais aos que minha mãe teve nos anos 80 e do jeitinho que eu queria quando os All Stars retornaram no final dos anos 90.

Como eu ando me acostumando com essa vida de morar sozinha, quando voltei da rua liguei pro meu irmão pra contar o fato, e ele me sugeriu nomeá-los de Sr. Godoi, assim toda vez que chegar posso dizer oi para alguém.

Olá, Sr. Godoi! É ele na foto! :D

#all star   #feet   #shoes   #me  
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Beta-Tester

Tenho me reconhecido em meio à multidão. Acho que nunca fui tão eu mesma antes. Estou de braços abertos pro novo porque a hora de ser feliz é agora. 2010 tem sido um ano cheio de coisas novas e de mudanças. Fico feliz que ainda faltem cinco meses pra que ele se acabe, porque ainda posso fazer diferente (#ficadica).

É bom ser beta-tester de si mesmo.

(photo via chanicej)

#me   #ficadica  
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Às vezes eu também entro na concha.

O bom é que em momentos como esse, eu que sou designer gráfica, saio e encontro rapidamente a seção áurea.

(e daí eu saio pra andar. o perigo mora nas minhas caminhadas.)

#me   #thoughts